A Irmandade dos Rosário é uma comunidade negra e atua informalmente preservando a cultura e as tradições da família Aviz do Rosário, originária dos Campos de Bragança - nordeste do Pará. Parte da família veio para a zona metropolitana de Belém através dos fluxos migratórios, mas mesmo na cidade tentam manter os costumes de sua cultura de origem.

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sábado, 7 de abril de 2012

Pássaros andarilhos e bois voadores na sessão de cineclube;

Parte do filme teve a área da Irmandade dos Rosário como locação e os membros das comunidades vizinhas atuaram como figurantes para as cenas que rodaram por lá, e talvez por esse motivo tenha sido tão esperada a sessão do cineclube com o filme "Pássaros andarilhos e bois voadores", de Luiz Arnaldo Campos.

O enredo de encontros e desencontros amorosos que acompanha a trama do filme e as manifestações de boi e pássaros - identidade das manifestações populares do mês de junho no Pará, deram início ao debate, mas foi mesmo a participação das comunidades nas filmagens o que mais se debateu ao final da sessão.
A sessão aconteceu na sexta-feria, 23 de março e foi na varanda do bar do sr. Márcio Lira, pois chovia muito e não foi possível fazer a sesão na alameda Alcebíades.


O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Construindo mapas com as crianças do projeto SEMEAR.


Vocês podem me mostrar onde é que vocês moram? Com esta pergunta a artista paulista Graziela Kunsch iniciou uma conversa com as crianças do projeto SEMEAR - semeando hoje o futuro do amanhã -, na sede campestre da ASSIPREB, localizada na rua Dona Ana, em Ananindeua, no dia 23 de fevereiro de 2012. As crianças, que vivem nas comunidades ao redor da rua Dona Ana - Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia - se dividiram em grupos e se debruçaram em cartolinas, pincéis atômicos e giz de cera para representar no papel os lugares que são importantes para a vida delas. Foram desenhados mapas com as casas onde moram, as igrejas das diversas religiões, a mata que dá o nome para a comunidade do Jardim Botânico, o rio Uriboca, seus espaços de brincadeiras (como o Cineclube da Irmandade dos Rosário na alameda Alcebíades e a prática de esportes no clube da ASSIPREB) e as casas das quituteiras onde costumam merendar. As situações de perigo também foram identificadas, entre elas a localização de escolas - quase todas distantes das comunidades -, a ponte improvisada sobre o rio Uriboca, a travessia da BR 316 e a longa distância até as paradas de ônibus.


No dia seguinte as crianças assistiram aos vídeos do Projeto Mutirão, desenvolvido pela artista em colaboração com diversos movimentos sociais, e conversaram sobre o que poderia ser diferente no local onde moram. Ali duas ideias ganharam força: desenvolver uma placa bem grande para identificar a rua Dona Ana, quando se chega pela BR (a rua não tem placa e nenhuma das comunidades está nos mapas oficiais de Ananindeua); e plantar mudas de pés de jambo pelas ruas.


A ideia da placa foi inspirada nas placas de rua feitas à mão colocadas dentro da Comunidade Jardim Botânico e a ideia dos pés de jambo nasceu a partir de um relato de Arthur Leandro, que antes de se tornar morador da área ia ali aos finais de semana, há 44 anos, para brincar no quintal da casa de seu avô (chamado Alcebíades, é por isso que a alameda onde está a casa se chama Alcebíades!). Nesse quintal dava para tomar banho de rio e ver tatus, cotias, jacarés, jibóias, veados, peixes como puraqués, jandiás, acarás e jijus, pássaros aquáticos como socós e manguaris, marrecas e garças. As crianças ficaram sensibilizadas sobre o quase desaparecimento da mata e pensaram nos pés de jambo, que faz parte da identidade da cidade de Ananindeua e é uma fruta muito gostosa.

A pavimentação das ruas de terra com asfalto também apareceu como desejo em vários relatos dos moradores e das moradoras, anseio de um dia poderem chegar a seus destinos sem ter de atravessar ruas enlameadas. Arthur falou então que a pavimentação não precisa ser com asfalto, que o asfalto eleva a temperatura da cidade e não permite a absorção de água pelo solo - o que afeta as nascentes de água e causa impactos ambientais irreversíveis -, e disse que existem outros materiais que podem pavimentar as ruas sem causar esses impactos, como os bloquetes intertravados, e que essa pavimentação aliada à sombra que virá com a arborização urbana dos pés de jambo vai proporcionar maior conforto ambiental para a área.

Para o projeto SEMEAR os mapas construídos com as percepções e desejo de futuro das crianças poderão ajudar a construir uma pauta de negociação das associações de moradores com a prefeitura de Ananindeua.

O Projeto SEMEAR é desenvolvido pelo conselho das associações de moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia e tem o apoio da Irmandade dos Rosário.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Debate cineclubista na II Jornada Paraense de Cineclubes em Parauapebas.





II Jornada Paraense de Cineclubes - II JOPACINE Registros de Renata lira Cineclube da irmandade dos Rosário Filmado de celular - tecnologia do possível

sábado, 17 de dezembro de 2011

O cinema e tudo mais o que a gente faz...

Instituto Nangetu: O cinema e tudo mais o que a gente faz...:

Renata Lira puxou o aparelho de celular do seu bolso e disse: “nós fizemos este filme com isto!” E assim começou a roda de conversa na sessão com os filmes feitos por povos tradicionais.
Renata Lira, diretora do Xandu, falando do filme.

Ela falou da parceria com Táta Kinamboji e do Projeto Azuelar, lembrou da oficina ofertada dentro do terreiro em 2009 e dos conceitos de “tecnologia do possível”, e disse que o mais importante nesse processo de construção do 'Xandu' foi a compreensão que ela pode se utilizar da linguagem do cinema com os recursos técnicos disponíveis, inclusive com o seu celular.
O filme 'Xandu',

Mametu Nangetu parabenizou a realização do filme e louvou os frutos vindos da parceria do Insituto Nangetu com a Irmandade dos Rosário, falou da importância desse filme para as futuras gerações e para os jovens urbanos que parecem ter perdido o interesse pelo aprendizado dos conhecimentos dos povos da floresta, conhecimento que é a característica da identidade amazônida. Renata ainda acrescentou que teve a mesma sensação quando viu o filme pronto, disse que ela mesma aprendeu muito com o convívio com a 'Prima Xandu' e com o processo da extração do óleo da andiroba.

A cosmologia afro-brasileira veio à tona quando Táta Dianvula estabeleceu pontos de convergências entre o “Xandu” e o “A boca do mundo”, falou que mesmo que os filmes tenham sido feitos em cidades, assuntos e univeros distintos, eles trazem semelhanças muito fortes nos modos de vida e nas relações que as personagens estabelecem com as coisas do mundo, e concluiu que a proximidade pode estar relacionada à ancestralidade comum aos realizadores dos dois filmes.
Cenas de 'A boca do mundo'

Aí a conversa caminhou para as situações apresentadas no “A boca do mundo” e a identificasção de Exu com a rua e com o comércio.
A sessão especial do cineclube desta segunda-feira, 5 de dezembro, foi mais que uma sessão de cinema, foi uma celebração às ações e conquistas da comunidade do Mansu Nangetu.
Canas do filme 'A boca do mundo'

A sessão marcou o encerramento das atividades cineclubistas neste ano de 2011, e um pouco antes de seu início foi feita uma avaliação da atuação do Instituto Nangetu para a defesa da cidadania e direitos humanos, para a igualdade racial, para a saúde e para a cultura de terreiros.
A apresentação deu destaque para a projeção das fotos da participação de Mametu Nangetu e Táta Kinamboji na I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos de Terreiros, que aconteceu em São Luís do Maranhão de 27 a 30 de novembro, e durante a projeção também era informado a percepção dos dois sobre os acontecimentos durante o evento promovido pelo Ministério da Cultura.
Fotos das ações recentes foram projetadas e comentadas.

Antes dos filmes programados para a sessão, foram exibidos os depoimentos do cineasta Joel Zito de Araújo e de lideranças de terreiros sobre a importância do cinema negro e do cineclubismo no Brasil, depoimentos recolhidos em São Luís com discursos que também apontam para a potência dos cineclubes nos terreiros, e foram palavras de incentivo muito bem recebidas pela comunidade do Mansu, palavras que alimentaram a auto-estima da equipe do cineclube.
Joel Zito de Araújo fala dos cineclubes nos terreiros.

A conclusão de toda a conversa é que estamos no caminho certo e que temos que fazer cada vez mais disso mesmo que temos feito, mostrar para o mundo aquilo que se pode mostrar dos nossos costumes e modos de vida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Renata representou o Cineclube da Irmandade na II Jornada Paraense de Cineclubes em Parauapebas.

Renata Lira participou da Jornada Paraense de Cineclubes - JOPACINE, realizada em Parauapebas dentro da programação do "Curta Carajás".
Para ela esse evento foi importante porque pode assistir a programação de filmes do festival, primeiro de sua história, e também por conhecer a realidade de outra região do Estado do Pará, o sudeste do estado que não conhecia.
Nas rodas de conversa da jornada pode expor a experiência com o cineclube para as crianças que realizamos em Ananindeua, e trocar a experiência com outros cineclubes.
Renata também registrou os debates em vídeos.

A II JOPACINE proporcionou Renata a conhecer Parauapebas.

Renata com Adriane gama e Kid Quaresma no debate de abertura da Jornada.
Delegados de 12 cineclubes se reuniram em Parauapebas.
Renata apresentou as ações do Cineclube da irmandade e pediu políticas públicas para cineclubes de periferia.

O cansaço não abateu a participação dos cineclubistas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Diálogos Cineclubistas - O Educador Cineclubista

Diálogos Cineclubistas - O Educador Cineclubista from Etetuba on Vimeo.

Diálogo realizado em Cotijuba na Unidade Pedagógica da Faveira - Escola Bosque, com o tema "O Educador Cineclubista", como preparação para a II Jornada Paraense de Cineclubes - JOPACINE, promovida pela Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE. Também marcou o primeiro ano de funcionamento do Cineclube Insular (Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém em parceria com a Escola Bosque). Filmado por Renata do Rosário Lira, editado por Arthur Leandro. Cineclube da Irmandade. picasaweb.google.com/​118064215690382720934/​ParacineDialogosCineclbistasDeCotijuba

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Irmandade participa de filme de Luiz Arnaldo Campos

O Sítio da Irmandade dos Rosário está servindo de locação para o filme "Pássaros andarilhos e bois voadores", novo curta metragem de ficção de Luiz Arnaldo Campos, e com um set de filmagem tão próximo a comunidade da Irmandade dos Rosário tem a oportunidade de conhecer o cinema antes do filmer na tela, além de participar como figurantes e como atores do filme. Tem três locações aqui no sítio, uma na casa -interior - e duas externas: tem um palco montado atrás da piscina e um curral de bumbá montado no campinho mas o bom, mesmo, é a oportunidade da irmandade dos Rosário verem o cinema por dentro - ver a coisa acontecer antes da tela...

sobre o filme, ver matéria no Diário do Pará 

fotos de Renata Lira.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Kiriku e a feiticeira" no cineclube da Irmandade.

Mais uma vez as crianças da comunidade lotaram a sessão do Cineclube, desta vez para assitir "Kiriku e a feiticeira", de Michel Ocelot. Vieram com as cadeiras e banquinhos de suas casas e se instalaram ao ar livre na alameda Alcebíades.

E as aventuras do pequeno Kiriku provocaram debates sobre os mais diversos temas, que foram desde a relação da coragem de cada um com seu tamanho físico, até afeto e relacionamento em grupo, e tudo conduzido pela hábil conversa de Da Renata Lira, que por sua convivência com as crianças pode conduzir as perguntas fazendo relação do enredo do filme com as brincadeiras e aventuras da própria platéia.
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão

sábado, 23 de julho de 2011

01 de agosto, segunda-feira, 18:30 - Cineclube da Irmandade no Projeto SEMEAR.


BR. 316, Km 12, Pass. Dona Ana Portela, Alameda Alcebíades, 950.
01 de agosto, segunda-feira, 18:30


Filmes:
Emília escreve um diário, de Tata Amaral. 3'10”. 2009.
A menina espantalho, Cássio Pereira dos Santos, 12'9", 2008
Águas de Romanza, de Gláucia Soares e Patrícia Baia. 15'. 2002.
As férias de lord Lucas, de Tatiana Nequete. 14'50”. 2008.
Ernesto no país do futebol, de André Queiroz e Thaís Bologna. 14'. 2009.
O céu de Iracema, de Iziane Filgueiras Mascarenhas. 10'51”. 2002.
Tainá-Kan, a grande estrela. de Adriana Figueiredo. 15 min. 2006.


Após a exibição haverá
roda de conversa sobre os filmes



O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

17 de julho, domingo, sessão cineclubista para crianças - programa de férias do Conselho de Associação de moradores.

A Irmandade dos Rosário está em parceria com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia, para realizar uma programação cultural e educativa que atenda crianças e jovens dessas comunidades localizadas entre a área central e o bairro Dona Ana em Ananindeua.

Neste domingo, dia 17 de julho, esta parceria promove uma sessão de cineclube com filmes para crianças com a indicação etária de 10 anos e a entrada franca. A sessão inicia 18h na Br 316, Km 12 (altura da barreira da PRF), Pasagem Dona Ana Portela, Alameda Alcebíades, 950 - Ananindeua/PA. São filmes brasilerios de animação e ficção, inclusive com estórias amazônicas, que apresentam um universo variado de temas de interesse infanto-juvenil.

A sessão cineclubista ainda conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que além do apoio institucional contribuem com o debate ao final da sessão.

Veja a lista de filmes deste domingo:
CALANGO, de Alê Camargo, 2007, 8 min.
Sinopse: Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição... mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação, humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira...

NAS ASAS DO CONDOR, de Cristiane Garcia, ficção-animação, 2007, 20 min
Sinopse: Milton é um menino de saúde frágil que encontra nas asas de uma velha aeronave a cura para uma grave crise respiratória. Essa experiência lhe dá uma nova visão de mundo, da Amazônia, dos amigos, da família. Baseado no conto de Milton Hatoum.

IMAGINE UMA MENINA COM CABELOS DE BRASIL, de de Alexandre Bersot, animação, 2010, 10 min
Sinopse: O cabelo, a fronteira final. Entre caretas e escovas, as viagens de uma menina em busca de aceitação.

A ONDA - FESTA NA POROROCA, de Cássio Tavernard. animação,2005.12 min.
Sinopse: Com roteiro original de Adriano Barroso, conta a história de uma festa que os bichos organizam no fundo do rio para esperar a passagem da Pororóca. Enquanto isso, na superfície, dois surfistas do sul tentam a aventura de "domar" a onda da pororóa. Estas ondas nos rios da Amazônia são um fenômeno natural. No Pará, o principal município atingido é de São Domingos do Capim. No dialeto indígena do baixo Amazonas, o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato: Poroc-poroc significa destruidor.

O RAPTO DO PEIXE-BOI, de Cássio tavernard e Rodrigo Aben-Athar, animação, 2009. 15 min.
Sinopse: O Caranguejo tá organizando mais uma festa e o Peixe Boi responsável pelo transporte da aparelhagem, desapareceu e a turma da pororoca tenta desvendar esse mistério. Uma aventura divertida com trilha sonora de compositores paraenses, interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e participação especial do Mestre Vieira.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Óleo de andiroba - segunda etapa do processo.

Chegado o dia de preparar a massa para o 'escorrer da andiroba'. Xandu reuniu membros da irmandade dos Rosário para ensinar os procedimentos para obter o óleo.
As amêndoas foram quebradas e do seu interior se reitirou a matéria que, depois de amassada, foi colocada em uma calha feita de lata de manteiga para esperar o óleo de andiroba escorrer.
Antes de completar uma semana de espera do escorrer do óleo, a Irmandade já registrou quase 300 ml de óleo produzido.
Esses processos de aprendizagem em que é necessário acompanhar e ajudar o trabalho da Mestra do Conhecimento para poder aprender fazendo junto é parte do projeto “A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual”, desenvolvido pela Irmandade dos Rosário em parceira com o Instituto Nangetu, onde a preservação do meio ambiente está intimamente ligado à preservação dos conhecimentos tradicionais.







domingo, 9 de janeiro de 2011

Crianças e jovens da Irmandade dos Rosário participam do Circuito de Leitura.

O "Circuito de Leitura" é um projeto de extensão do ICED/ UFPA coordenado pela profa. Maria José Aviz do Rosário, e desenvolvido com a colaboração de estudantes universitários bolsistas e voluntários.
O projeto atua há vários anos na Escola Estadual Prof Consuelo Coelho e Souza, que fica no 40 horas em Ananindeua/ PA, e envolve cerca de 150 crianças e jovens que estudam na escola ou que fazem parte das comunidades de seu entorno, entre eles as crianças da própria Irmandade dos Rosário.
A apresentação dos resultados do Circuito de Leitura aconteceu no Centro Comunitário do Conjunto Antônio Queiroz, e reuniu os participantes, seus pais, professores, representantes da reitoria da UFPA e vários curiosos que foram assistir a apresentação.