A Irmandade dos Rosário é uma comunidade negra e atua informalmente preservando a cultura e as tradições da família Aviz do Rosário, originária dos Campos de Bragança - nordeste do Pará. Parte da família veio para a zona metropolitana de Belém através dos fluxos migratórios, mas mesmo na cidade tentam manter os costumes de sua cultura de origem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tá na época de colher cacau.

Uma festa para quem gosta de alimentação saudável, os cacaueiros plantados pela Odiléa do Rosário Lira já estão dando frutos. São cacaus roxos que estão fazendo a alegria da criançada.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cineclube da Irmandade apresenta "Os narradores de Javé", de Eliane Caffé.no feriado de 1 de maio.

Quando: 1 de maio de 2012 - 18:30
Local: Varanda do Bar do Sr. Márcio.
Comunidade Jardim Botânico
BR 316, Km 12, Rua Dona Ana, n. 627
Ananindeua-PA


Narradores de Javé, de Eliane Caffé. Brasil, 2003 - 85 min.
Sinopse: Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias. Decidem então escrever a história da cidade - mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram Antônio Biá, o "autor" da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado.

O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria do PET Conexão de Saberes/ PROEX -UFPA; da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão. 

Cineclube debate o envelhecimento saudável.

A sessão aconteceu na varanda do Bar do Sr. Márcio, por causa da ameaça de chuva, e foi temática e abordou diversas visões diferentes sobre o envelhecimento saudável. Dona Vicenza, que é a mais idosa moradora da comunidade, foi convidada a comentar os filmes, e ela disse que é muito importante repassar os conhecimentos sobre a extração do óleo de andiroba e que o filme Xandu deveria ser mais divulgado.





Sobre o filme Pássaros andarilhos e bois voadores, Dona Vicenza disse que ficou muito emocionada de se ver na tela do cinema,e sugeriu que a comunidade montasse uma briuncadeira de Boi para as festas juninas que se aproximam. Ela contou que quando criança, no Ceará, ela dançava num "Boi de corda" e que ainda sabe algumas toadas, e que pode ensinar as crianças a cartar.
Dona Vicenza comentou os filmes da sessão com a criançada.

Mas ela falou também do Dona Carmela e do Tampinha, e disse que é muito bom ver estórias onde crianças convivem respeitosdamente com seus avós... Para ela essa é a lição que a sessão pode deixar para a comunidade.



O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.

domingo, 15 de abril de 2012

Ananindeua - Atoleiro na rua Dona Ana impede tráfego na via pública.

Rua Dona Ana virou um atoleiro intrafegavel.

Segundo informações dos moradores, o atoleiro foi causado pela empresa Gold Brasil Logística, que resolveu por conta própria jogar e espalhar piçarra nos buracos da rua D. Ana próximo à Br 316,  no centro de Ananindeua. 
Agora somente os caminhões que vão para a empresa conseguem trafegar pela via pública.
Cadê a prefeitura de Ananindeua pra resolver a situação?

Motos tem que andar pela calçada improvisada para pedestres.

Ciclistas e pedrestes reclamam que passam com dificuldade pelo trecho.





domingo, 8 de abril de 2012

Magia de Jinsaba - mutirão de reflorestamento em abril.

Mais uma vez Maria José Aviz do Rosário reuniu as crianças e os jovens da Irmandade dos Rosário em ação de educação ambiental. Foi neste domingo, 1 de abril - um mutirão de plantio de mudas de árvores nativas na mata que protege a nascente de água do sítio.
A preservação da nascente é uma preopação da Irmandade dos Rosário.
Foram plantadas mudas de cajuí (ou caju-açu), castanheira, andiroba, uxi, pupunha, açai e outras espécies frutíferas que foram levadas para as clareiras abertas pelas recente queda de árvores adultas.
O mutirão teve a participação de Bruna Suelen e Fernando do Pádua, que desenvolvem um projeto ambiental parecido na ilha de Colares, e eles levaram mudas de jambeiros na promessa de trazerem de lá outras mudas de árvores de uxi, piquiá e abil.
Neste mutirão, os jovens ainda iniciaram a coleta dos dejetos que estão poluindo o rio Uriboca, e apontaram para a necessiade de uma ação efetiva de limpeza do rio.
O projeto “A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual”, é desenvolvido pela Irmandade dos Rosário em parceira com o Instituto Nangetu, relacionando a preservação do meio ambiente à preservação dos conhecimentos tradicionais.
Fernando levou mudas de jambeiro para a ilha de Colares.
Fotos de Analidia do Roário

É tempo de jambo - alimentação saudável.

Estamos na época dos jambeiros frutificarem, e a safra tem alimentado a Irmandade dos Rosário e também pessoas da comunidade que pedem para coletar os frutos.
A manutenção de horta e pomar orgânico (sem uso de agrotóxicos e de adubos quimicos) faz parte do 'Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual', que alia as ações de preservação ambiental ao conhecimento tradicional, ao manejo tradicional dos bens naturais, à identidade alimentar do amazônida e à alimentação saudável.


O projeto é desenvolvido pela Irmandade dos Rosário em parceria com o Instituto Nangetu.

Renata Lira participou da oficina de produção audiovisual na UNAMA.

A oficina aconteceu nos dias 22 e 23 de março no laboratório de comunicação da UNAMA Br como parte da programação do festival Osga de vídeos universitários. A Oficina de Produção foi comandada pela galera da Alt Produções. Roteiros, filmes, linguagem cinematográfica, making ofs, bastidores e muita informação sobre produção foram abordados no evento. No final, equipamentos como sliders e sholders foram construídos e sorteados entre os participantes.



Cineclube - Sessão sobre o envelhecimento saudável.

sábado, 7 de abril de 2012

Pássaros andarilhos e bois voadores na sessão de cineclube;

Parte do filme teve a área da Irmandade dos Rosário como locação e os membros das comunidades vizinhas atuaram como figurantes para as cenas que rodaram por lá, e talvez por esse motivo tenha sido tão esperada a sessão do cineclube com o filme "Pássaros andarilhos e bois voadores", de Luiz Arnaldo Campos.

O enredo de encontros e desencontros amorosos que acompanha a trama do filme e as manifestações de boi e pássaros - identidade das manifestações populares do mês de junho no Pará, deram início ao debate, mas foi mesmo a participação das comunidades nas filmagens o que mais se debateu ao final da sessão.
A sessão aconteceu na sexta-feria, 23 de março e foi na varanda do bar do sr. Márcio Lira, pois chovia muito e não foi possível fazer a sesão na alameda Alcebíades.


O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Matéria de TV sobre o Cineclube, com a Marceli.

Instituto Nangetu: Vídeo - registro da presença de macacos na mata do...

Instituto Nangetu: Vídeo - registro da presença de macacos na mata do sítio

Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual.
Instituto Nangetu e Irmandade dos Rosário.
Projeto de Preservação Ambiental.
Reflorestamento e menutenção da mata do sítio em Ananindeua/PA.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Construindo mapas com as crianças do projeto SEMEAR.


Vocês podem me mostrar onde é que vocês moram? Com esta pergunta a artista paulista Graziela Kunsch iniciou uma conversa com as crianças do projeto SEMEAR - semeando hoje o futuro do amanhã -, na sede campestre da ASSIPREB, localizada na rua Dona Ana, em Ananindeua, no dia 23 de fevereiro de 2012. As crianças, que vivem nas comunidades ao redor da rua Dona Ana - Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia - se dividiram em grupos e se debruçaram em cartolinas, pincéis atômicos e giz de cera para representar no papel os lugares que são importantes para a vida delas. Foram desenhados mapas com as casas onde moram, as igrejas das diversas religiões, a mata que dá o nome para a comunidade do Jardim Botânico, o rio Uriboca, seus espaços de brincadeiras (como o Cineclube da Irmandade dos Rosário na alameda Alcebíades e a prática de esportes no clube da ASSIPREB) e as casas das quituteiras onde costumam merendar. As situações de perigo também foram identificadas, entre elas a localização de escolas - quase todas distantes das comunidades -, a ponte improvisada sobre o rio Uriboca, a travessia da BR 316 e a longa distância até as paradas de ônibus.


No dia seguinte as crianças assistiram aos vídeos do Projeto Mutirão, desenvolvido pela artista em colaboração com diversos movimentos sociais, e conversaram sobre o que poderia ser diferente no local onde moram. Ali duas ideias ganharam força: desenvolver uma placa bem grande para identificar a rua Dona Ana, quando se chega pela BR (a rua não tem placa e nenhuma das comunidades está nos mapas oficiais de Ananindeua); e plantar mudas de pés de jambo pelas ruas.


A ideia da placa foi inspirada nas placas de rua feitas à mão colocadas dentro da Comunidade Jardim Botânico e a ideia dos pés de jambo nasceu a partir de um relato de Arthur Leandro, que antes de se tornar morador da área ia ali aos finais de semana, há 44 anos, para brincar no quintal da casa de seu avô (chamado Alcebíades, é por isso que a alameda onde está a casa se chama Alcebíades!). Nesse quintal dava para tomar banho de rio e ver tatus, cotias, jacarés, jibóias, veados, peixes como puraqués, jandiás, acarás e jijus, pássaros aquáticos como socós e manguaris, marrecas e garças. As crianças ficaram sensibilizadas sobre o quase desaparecimento da mata e pensaram nos pés de jambo, que faz parte da identidade da cidade de Ananindeua e é uma fruta muito gostosa.

A pavimentação das ruas de terra com asfalto também apareceu como desejo em vários relatos dos moradores e das moradoras, anseio de um dia poderem chegar a seus destinos sem ter de atravessar ruas enlameadas. Arthur falou então que a pavimentação não precisa ser com asfalto, que o asfalto eleva a temperatura da cidade e não permite a absorção de água pelo solo - o que afeta as nascentes de água e causa impactos ambientais irreversíveis -, e disse que existem outros materiais que podem pavimentar as ruas sem causar esses impactos, como os bloquetes intertravados, e que essa pavimentação aliada à sombra que virá com a arborização urbana dos pés de jambo vai proporcionar maior conforto ambiental para a área.

Para o projeto SEMEAR os mapas construídos com as percepções e desejo de futuro das crianças poderão ajudar a construir uma pauta de negociação das associações de moradores com a prefeitura de Ananindeua.

O Projeto SEMEAR é desenvolvido pelo conselho das associações de moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia e tem o apoio da Irmandade dos Rosário.


Roda de conversa do Projeto Mutirão

Aproveitando a passagem de Graziela Kunsch por Ananindeua na semana do carnaval, a Irmandade promoveu uma roda de conversa para mostrar o Projeto Mutirão para os jovens da Irmandade. Também participaram e apresentaram seus trabalhos os artistas da rede[aparelho]-: Fernando de Pádua e Bruna Suelen.

Os artistas mostraram seus trabalhos para os jovens da Irmandade e propuseram assuntos que relacionavam arte e política, participação social e trabalho comunitário. Falaram da cidade como um campo de lutas onde interesses diversos se enfrentam, e que essa divergência de interesses por vezes se transformam em conflitos. “Há diferentes projetos de cidade em conflito; qual é o projeto de vocês para a cidade onde moram?”, perguntou Graziela para os jovens enquanto mostrava vídeos do pessoal transformando terrenos abandonados em local de moradia compartilhada, desenhando ciclofaixas nos asfaltos e pulando catracas dos ônibus.

Em meio aos vídeos do Projeto Mutirão estava uma ação de rebatismo popular da avenida Jornalista Roberto Marinho para avenida Jornalista Vladimir Herzog, em São Paulo. Na sequência desse vídeo, Arthur Leandro, responsável pelo cineclube, mostrou o vídeo “7 de janeiro 2007 - 172 anos de Cabanagem”, de homenagem a Eduardo Angelim, líder Cabano, que mostra o rebatismo popular da rua 13 de maio, em Belém, para rua 7 de janeiro. Explicamos: Angelim residia na rua Formosa, que depois mudou de nome para a atual 13 de maio. Mas quem pensa que o nome tem algo a ver com libertação dos escravos está muito enganado. 13 de maio de 1836, data que a rua 13 de maio homenageia, foi a data em que os legalistas se apoderaram da cidade de Belém. É a data que comemora a rendição de Angelim. A data em que Belém foi bombardeada. O nome da rua foi dado em memória da vitória das forças legalistas portuguesas sob o comando do Comandante de Armas Francisco José de Souza Soares de Andréa. Já 7 de janeiro de 1835 foi o dia em que os cabanos sairam do Murucutu e tomaram de assalto a cidade de Belém... No vídeo, 172 anos depois, Eduardo Angelim recebe a homenagem de ter o nome da rua onde viveu batizada com a data de sua vitória.












Laysa Santos, estudante de 15 anos, disse que achou muito legais as manifestações em São Paulo pelo passe livre (a gratuidade no transporte coletivo) e o rabatismo das ruas em Belém e Sâo Paulo, e que “não sabia que a meia passagem que uso tinha sido conquistada em confronto de estudantes com a polícia, pensava que essas coisas sempre existiram”. Laysa também considerou importante saber sobre a luta pela criação e demarcação de ciclovias nas ruas.

No decorrer da conversa os problemas enfrentados pela Irmandade dos Rosário e pelas comunidades vizinhas também entraram na pauta, e trouxeram para a conversa uma outra forma de participação social, a participação em mutirão onde as próprias comunidades se juntam para resolver os problemas que lhe atingem e que os prefeitos e governos fingem não conhecer. Grazi então falou da experiência que tinha tido nos dias anteriores com as crianças do Projeto SEMEAR, e disse que o Arthur Leandro havia falado da preocupação ambiental com o processo de urbanização no entorno da rua Dona Ana, e que havia proposto arborizar as ruas das comunidades com jambeiros, que é uma fruta nativa das matas de Ananinduea e que na época da florada deixa um tapete cor de rosa no caminho de sua sombra.

Foi quando os jovens se comprometeram em reciclar embalagens “longa vida” e garrafas de plástico para fazer um viveiro de mudas dos jambeiros do sítio para no futuro envolverem os vizinhos em um mutirão para plantio comunitário de jambeiros nas ruas das ocupações da Dona Ana.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Bloco anima a comunidade e promove o carnaval da floresta.

Foi no domingo de carnaval deste ano de 2012 (19 de fevereiro) que a Irmandade dos Rosário saiu com o Bloco da Irmandade em cordão de cortejo carnavalesco pelas comunidades Jardim Botânico, Parque São José, Nair Cabral e Geraldo Palmeira. As fantasias foram construídas à partir da reciclagem dos figurinos das manifestações culturais da Irmandade, e tanto lembravam as personagens tradicionais de carnaval e do entrudo como retratavam personagens de filmes e de programas de televisão, e ainda tiveram aquelas que traziam a memória de lendas e mitos amazônidas. e o som do carro foi o amplificador dos sambas que animaram a festa.

No trajeto pelas ruas das comunidades encontraram com outros cordões carnavalescos e juntos animaram a folia em Ananindeua, animação que nem a forte chuva amansou...