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A montagem do cineclube é colaborativa e envolve toda a comunidade. |
E foi a similaridade do que viveu o povo de Javé no enredo do filme de Eliane Caffé com a situação que hoje vivem dos paraenses de Altamira e do alto Xingu o assunto que tomou conta das conversas sobre o filme "Os narradores de Javé".
As falas sobre o filme foram aos poucos revelenado a percepção sobre o comportamento desrespeitoso com a história e os valores dos mais pobres, assim como com a hostória e com os valores dos povos e das comunidades tradicionais, por parte daqueles que defendem a imagem do progresso como a realização de grandes obras de engenharia para o fornecimento de energia elétrica para a instalação de industrias.
O triste foi constatar que os desrespeitosos estão sempre entre os governantes.
A sessão do cineclube proporcionou uma outra reflexão sobre o progresso, e as narrativas que surgiram dessas conversas caminharam para a construção de uma outra noção de progresso que considere o humano e a vivência no lugar...
Talvez apenas divagações para fazer sonhar um futuro qualquer que venha depois de embalar em punhos de redes o sono nesta noite que chegou com o cheiro de terra molhada...
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A comparação foi com Belo Monte... |
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria do PET Conexão de Saberes/ PROEX -UFPA; da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.