A capela DOM BOSCO, que fica localizada na comunidade jardim botânico, comemorou sua 25° Eucaristia.
Reuniu jovens entre doze e quinze anos, para celebrar a primeira comunhão. Familiares e amigos foram prestigiar esse ato religioso, que para os católicos é um passo importante na vida eucarística.
João Ricardo membro da IRMANDADE DOS ROSÁRIO esteve entre os jovens eucarísticos que pela primeira vez receberão o corpo e sangue de cristo. Preparou-se durante dois anos para eucaristia ,estudava aos sábados com seus amigos que moram na comunidades Santa Helena, e quem ministrava as aulas era a catequista Marenilde.
Nesse mesmo dia estavam todos em festa, por que ali encontravam-se casais que comemoravam quinze anos de casados , a união foi concretizada na capela DOM BOSCO. No final da missa foi oferecido um coquetel regado a muito bolo, arroz com galinha e torta salgada, e assim encerra-se mais uma eucaristia.
A Irmandade dos Rosário é uma comunidade negra e atua informalmente preservando a cultura e as tradições da família Aviz do Rosário, originária dos Campos de Bragança - nordeste do Pará. Parte da família veio para a zona metropolitana de Belém através dos fluxos migratórios, mas mesmo na cidade tentam manter os costumes de sua cultura de origem.
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 3 de maio de 2012
"Narradores de Javé" parece com Belo Monte, né!?
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| A montagem do cineclube é colaborativa e envolve toda a comunidade. |
E foi a similaridade do que viveu o povo de Javé no enredo do filme de Eliane Caffé com a situação que hoje vivem dos paraenses de Altamira e do alto Xingu o assunto que tomou conta das conversas sobre o filme "Os narradores de Javé".
As falas sobre o filme foram aos poucos revelenado a percepção sobre o comportamento desrespeitoso com a história e os valores dos mais pobres, assim como com a hostória e com os valores dos povos e das comunidades tradicionais, por parte daqueles que defendem a imagem do progresso como a realização de grandes obras de engenharia para o fornecimento de energia elétrica para a instalação de industrias.
O triste foi constatar que os desrespeitosos estão sempre entre os governantes.
A sessão do cineclube proporcionou uma outra reflexão sobre o progresso, e as narrativas que surgiram dessas conversas caminharam para a construção de uma outra noção de progresso que considere o humano e a vivência no lugar...
Talvez apenas divagações para fazer sonhar um futuro qualquer que venha depois de embalar em punhos de redes o sono nesta noite que chegou com o cheiro de terra molhada...
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| A comparação foi com Belo Monte... |
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria do PET Conexão de Saberes/ PROEX -UFPA; da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Construindo mapas com as crianças do projeto SEMEAR.

Vocês podem me mostrar onde é que vocês moram? Com esta pergunta a artista paulista Graziela Kunsch iniciou uma conversa com as crianças do projeto SEMEAR - semeando hoje o futuro do amanhã -, na sede campestre da ASSIPREB, localizada na rua Dona Ana, em Ananindeua, no dia 23 de fevereiro de 2012. As crianças, que vivem nas comunidades ao redor da rua Dona Ana - Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia - se dividiram em grupos e se debruçaram em cartolinas, pincéis atômicos e giz de cera para representar no papel os lugares que são importantes para a vida delas. Foram desenhados mapas com as casas onde moram, as igrejas das diversas religiões, a mata que dá o nome para a comunidade do Jardim Botânico, o rio Uriboca, seus espaços de brincadeiras (como o Cineclube da Irmandade dos Rosário na alameda Alcebíades e a prática de esportes no clube da ASSIPREB) e as casas das quituteiras onde costumam merendar. As situações de perigo também foram identificadas, entre elas a localização de escolas - quase todas distantes das comunidades -, a ponte improvisada sobre o rio Uriboca, a travessia da BR 316 e a longa distância até as paradas de ônibus.
A ideia da placa foi inspirada nas placas de rua feitas à mão colocadas dentro da Comunidade Jardim Botânico e a ideia dos pés de jambo nasceu a partir de um relato de Arthur Leandro, que antes de se tornar morador da área ia ali aos finais de semana, há 44 anos, para brincar no quintal da casa de seu avô (chamado Alcebíades, é por isso que a alameda onde está a casa se chama Alcebíades!). Nesse quintal dava para tomar banho de rio e ver tatus, cotias, jacarés, jibóias, veados, peixes como puraqués, jandiás, acarás e jijus, pássaros aquáticos como socós e manguaris, marrecas e garças. As crianças ficaram sensibilizadas sobre o quase desaparecimento da mata e pensaram nos pés de jambo, que faz parte da identidade da cidade de Ananindeua e é uma fruta muito gostosa.
A pavimentação das ruas de terra com asfalto também apareceu como desejo em vários relatos dos moradores e das moradoras, anseio de um dia poderem chegar a seus destinos sem ter de atravessar ruas enlameadas. Arthur falou então que a pavimentação não precisa ser com asfalto, que o asfalto eleva a temperatura da cidade e não permite a absorção de água pelo solo - o que afeta as nascentes de água e causa impactos ambientais irreversíveis -, e disse que existem outros materiais que podem pavimentar as ruas sem causar esses impactos, como os bloquetes intertravados, e que essa pavimentação aliada à sombra que virá com a arborização urbana dos pés de jambo vai proporcionar maior conforto ambiental para a área.
Para o projeto SEMEAR os mapas construídos com as percepções e desejo de futuro das crianças poderão ajudar a construir uma pauta de negociação das associações de moradores com a prefeitura de Ananindeua.

Roda de conversa do Projeto Mutirão
Os artistas mostraram seus trabalhos para os jovens da Irmandade e propuseram assuntos que relacionavam arte e política, participação social e trabalho comunitário. Falaram da cidade como um campo de lutas onde interesses diversos se enfrentam, e que essa divergência de interesses por vezes se transformam em conflitos. “Há diferentes projetos de cidade em conflito; qual é o projeto de vocês para a cidade onde moram?”, perguntou Graziela para os jovens enquanto mostrava vídeos do pessoal transformando terrenos abandonados em local de moradia compartilhada, desenhando ciclofaixas nos asfaltos e pulando catracas dos ônibus.
Em meio aos vídeos do Projeto Mutirão estava uma ação de rebatismo popular da avenida Jornalista Roberto Marinho para avenida Jornalista Vladimir Herzog, em São Paulo. Na sequência desse vídeo, Arthur Leandro, responsável pelo cineclube, mostrou o vídeo “7 de janeiro 2007 - 172 anos de Cabanagem”, de homenagem a Eduardo Angelim, líder Cabano, que mostra o rebatismo popular da rua 13 de maio, em Belém, para rua 7 de janeiro. Explicamos: Angelim residia na rua Formosa, que depois mudou de nome para a atual 13 de maio. Mas quem pensa que o nome tem algo a ver com libertação dos escravos está muito enganado. 13 de maio de 1836, data que a rua 13 de maio homenageia, foi a data em que os legalistas se apoderaram da cidade de Belém. É a data que comemora a rendição de Angelim. A data em que Belém foi bombardeada. O nome da rua foi dado em memória da vitória das forças legalistas portuguesas sob o comando do Comandante de Armas Francisco José de Souza Soares de Andréa. Já 7 de janeiro de 1835 foi o dia em que os cabanos sairam do Murucutu e tomaram de assalto a cidade de Belém... No vídeo, 172 anos depois, Eduardo Angelim recebe a homenagem de ter o nome da rua onde viveu batizada com a data de sua vitória.
No decorrer da conversa os problemas enfrentados pela Irmandade dos Rosário e pelas comunidades vizinhas também entraram na pauta, e trouxeram para a conversa uma outra forma de participação social, a participação em mutirão onde as próprias comunidades se juntam para resolver os problemas que lhe atingem e que os prefeitos e governos fingem não conhecer. Grazi então falou da experiência que tinha tido nos dias anteriores com as crianças do Projeto SEMEAR, e disse que o Arthur Leandro havia falado da preocupação ambiental com o processo de urbanização no entorno da rua Dona Ana, e que havia proposto arborizar as ruas das comunidades com jambeiros, que é uma fruta nativa das matas de Ananinduea e que na época da florada deixa um tapete cor de rosa no caminho de sua sombra.
Foi quando os jovens se comprometeram em reciclar embalagens “longa vida” e garrafas de plástico para fazer um viveiro de mudas dos jambeiros do sítio para no futuro envolverem os vizinhos em um mutirão para plantio comunitário de jambeiros nas ruas das ocupações da Dona Ana.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Memórias da Marujada, por Alzira do Rosário.
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| Analia foi a primeira de nós a sair de Maruja (arquivo de família). |
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| Roberta Luciana seguiu o exemplo da prima e foi pioneira das Marujas (arquivo de família). |
Todos os anos a Irmandade dos Rosário faz questão de se deslocar de Belém, Ananindeua e Marituba para participar das festividades de São Benedito, e à cada ano um amigo se junta a nós para acompanhar o cortejo do santo. Este ano foram o Genilton, o Fabrício e o Zezinho que compartilharam conosco a alegria de ser Marujas ou Marujos na procissão do santo preto.
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| Marujos do Rosário com amigos na pocissão (foto de Laíza Maria Santos). |
Não posso dizer com precisão quem foi a primeira Rosário a ser Maruja, mas na minha memória é a Xandu ainda jovem, eu lembro que ela teve um problema na garganta e fez uma promessa pra São Benedito.
Nós
morávamos nos 'Campos de baixo', e por lá o tratamento era com
remédios tradicionais, que eu não sei o porquê que custou muito a
sarar, foi aí que ela resolveu ir pra Bragança atrás de tratamento
na medicina de doutor, tomou antibiótico, andou em posto médico e
passou um tempo na cidade. Foi por essa época que ela fez uma
promessa: que se ela ficasse boa, enquanto fosse viva sairia de
Maruja na procissão do Benedito.
A
Xandu fez a promessa mas teve dificuldade com a indumentária, pois o
chapéu é caro, foi quando mamãe Maxica, tia da Xandu e matriarca
da irmandade dos Rosário, mesmo sem nunca ter feito um chapéu de
Maruja, se apresentou como artesã e presenteou a sobrinha com a
indumentária necessária para pagadoras de promessas.
| Prima Xandu (sentada) de Maruja nas festividades de 2011 (Foto de Zezinho Liberato Nogueira). |
Hoje,
quase aos setenta anos, quando vai chegando dezembro a Xandu tem que
mobilizar os parentes próximos para que consiga cumprir a promessa
feita. Hoje ela tem a preocupação de um mínimo de segurança para
poder deixar a Ilha do Fujão e se deslocar até o centro de Bragança
com o conforto e necessário para uma mulher de sua idade acompanhar
os festejos de São Benedito.
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| Eu com minha sobrinha Renata (foto Laiza Maria Santos) |
No
meu caso também foi uma promessa, eu fiquei doente e uma colega de
trabalho fez a promessa para que eu saísse de maruja por três anos,
e me senti na obrigação de cumprir a promessa dos outros. Mas se
for pra falar só do povo da Maxica, a primeira mesmo foi a Analia
que ainda criança se arrumou de Maruja e acompanhou a procissão,
mas ela foi por pura curiosidade. Mamãe fez o chapéu e eu costurei
a roupa pra ela.
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| Maria Luiza se preparando para a procissão (foto Laiza Maria Santos). |
Depois
disso a presença dos Rosário na procissão virou tradição e todos
nós fazemos questão de, em dezembro, oferecer o almoço que Mãe
Maxica fazia para o pessoal da esmolação do santo, de costurar nós
mesmos as saias e as blusas das mulheres e as roupas dos homens da
minha família, de encapar chapéus dos homens e de enfeitar os
chapéus das mulheres para no dia 26 de dezembro fazermos bonito na
procissão.
Ananindeua,
10 de fevereiro de 2012.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Estréia do Filme Xandu, de Renata Lira e Arthur Leandro.
O filme Xandu, de Renata Lira e Arthur Leandro está no terceiro dia da Mostra Bruno Assis de Jovens Realizadores, dentro do Festival de Cinema Amazônia Doc.3 - a exibição será às 14h de 10/11 no SESC Boulevard, e pode ser visto nesse link: http://vimeo.com/31058312
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Asas à imaginação em um mundo de fantasias.
E de repente o cinema!
Luiz Arnaldo Campos utilizou a área da Irmandade dos Rosário como locação para sua nova produção cinematográfica, o curta metragem "Pássaros andarilhos e bois voadores", e o que poderia ser apenas a passagem de uma equipe de cinema pela comunidade do Jardim Botianico, em Ananindeua/PA, foi mesmo uma experiência única para a Irmandade e seus vizinhos.
Foram os membros da comunidade que fizeram a figuração da platéia de uma apresentação do "Cordão do Pássaro Quero-Quero" dentro do enredo do filme, e para isso tiveram que adentrar ao mundo mágico do Cinema. Dona Vicência Ludovico da Costa, 74 anos, disse que participou até o final porque queria saber como era fazer um filme, disse que ficou atenta à tudo o que aconteceia, "e foi por isso que eu fui até o fim. Eu vesti a roupa acanhada, e eu dancei! Bati palma, dancei e gostei muito e agora eu sou atriz de cinema".
Renata Lira disse que participou de tudo desde o iníico, diz que o resultado foi encontrar o que ela quer fazer profissionalmente, diz que vai investir em carreira no audiovisual.
sábado, 23 de julho de 2011
01 de agosto, segunda-feira, 18:30 - Cineclube da Irmandade no Projeto SEMEAR.
BR. 316, Km 12, Pass. Dona Ana Portela, Alameda Alcebíades, 950.
01 de agosto, segunda-feira, 18:30
Filmes:
Emília escreve um diário, de Tata Amaral. 3'10”. 2009.
A menina espantalho, Cássio Pereira dos Santos, 12'9", 2008
Águas de Romanza, de Gláucia Soares e Patrícia Baia. 15'. 2002.
As férias de lord Lucas, de Tatiana Nequete. 14'50”. 2008.
Ernesto no país do futebol, de André Queiroz e Thaís Bologna. 14'. 2009.
O céu de Iracema, de Iziane Filgueiras Mascarenhas. 10'51”. 2002.
Tainá-Kan, a grande estrela. de Adriana Figueiredo. 15 min. 2006.
Após a exibição haverá
roda de conversa sobre os filmes
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cinema, que não é tapioca, não tem medo da chuva!
Quando as nuvens anunciaram que vinha uma “chuva amazônica”, bem que a organização tentou adiar a sessão de cineclube para as crianças programada para este domingo, dia 17 de julho, mas com um vocabulário bem 'paraensês', as crianças insistiram que queriam o cinema naquele dia, pois haviam se preparado a semana toda para aquele momento, diziam ela: “Mas eu não sou tapioca pra ter medo da chuva!”.
Era para ser uma sessão ao ar livre, bem no meio da rua, mas por precaução foi arrumado tudo de novo para, no caso de chover, poder proteger os equipamentos debaixo de uma coberta na casa do Cacau (Sérgio Ricardo do Rosário Gomes).
E não deu outra.... A danada da chuva nem esperou a equipe terminar de estender a panada que serviu de tela, e veio com tudo! Fez até uma laminha que obrigou suspender a caixa de som e coloca-la sobre tijolos.
Mas mesmo que o clima tenha provocado esses percalços, como poderíamos deixar de exibir filmes para crianças que declaravam nunca ter ido a um cinema? Elas chegavam com um largo sorriso, que só não era maior do que a expectativa que demonstravam em conhecer os filmes em tela grande.
Foi assim que ficou todo mundo juntinho, se protegendo da chuva com tabaldos ou pedaços de plásticos e, para se proteger do frio, se embrulhando em toalhas de banho cedidas por dona Marilena.
E foi uma sessão maravilhosa onde todo mundo comentava o que lhe chamava a atenção ali no mesmo momento que se passava a seqüência de cenas do filme, uma sessão que durou o exato tempo da chuva, e quando a chuva começou a dar trégua chegaram as mulheres da Irmandade dos Rosário com uma panela de mungunzá quentinho para o arremate final: o calor duma merendinha afetuosa alimentada pelos relatos empolgados dos filmes exibidos.
Era para ser uma sessão ao ar livre, bem no meio da rua, mas por precaução foi arrumado tudo de novo para, no caso de chover, poder proteger os equipamentos debaixo de uma coberta na casa do Cacau (Sérgio Ricardo do Rosário Gomes).
E não deu outra.... A danada da chuva nem esperou a equipe terminar de estender a panada que serviu de tela, e veio com tudo! Fez até uma laminha que obrigou suspender a caixa de som e coloca-la sobre tijolos.
Mas mesmo que o clima tenha provocado esses percalços, como poderíamos deixar de exibir filmes para crianças que declaravam nunca ter ido a um cinema? Elas chegavam com um largo sorriso, que só não era maior do que a expectativa que demonstravam em conhecer os filmes em tela grande.
Foi assim que ficou todo mundo juntinho, se protegendo da chuva com tabaldos ou pedaços de plásticos e, para se proteger do frio, se embrulhando em toalhas de banho cedidas por dona Marilena.
E foi uma sessão maravilhosa onde todo mundo comentava o que lhe chamava a atenção ali no mesmo momento que se passava a seqüência de cenas do filme, uma sessão que durou o exato tempo da chuva, e quando a chuva começou a dar trégua chegaram as mulheres da Irmandade dos Rosário com uma panela de mungunzá quentinho para o arremate final: o calor duma merendinha afetuosa alimentada pelos relatos empolgados dos filmes exibidos.
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.
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