A Irmandade dos Rosário é uma comunidade negra e atua informalmente preservando a cultura e as tradições da família Aviz do Rosário, originária dos Campos de Bragança - nordeste do Pará. Parte da família veio para a zona metropolitana de Belém através dos fluxos migratórios, mas mesmo na cidade tentam manter os costumes de sua cultura de origem.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
01 de agosto, segunda-feira, 18:30 - Cineclube da Irmandade no Projeto SEMEAR.
BR. 316, Km 12, Pass. Dona Ana Portela, Alameda Alcebíades, 950.
01 de agosto, segunda-feira, 18:30
Filmes:
Emília escreve um diário, de Tata Amaral. 3'10”. 2009.
A menina espantalho, Cássio Pereira dos Santos, 12'9", 2008
Águas de Romanza, de Gláucia Soares e Patrícia Baia. 15'. 2002.
As férias de lord Lucas, de Tatiana Nequete. 14'50”. 2008.
Ernesto no país do futebol, de André Queiroz e Thaís Bologna. 14'. 2009.
O céu de Iracema, de Iziane Filgueiras Mascarenhas. 10'51”. 2002.
Tainá-Kan, a grande estrela. de Adriana Figueiredo. 15 min. 2006.
Após a exibição haverá
roda de conversa sobre os filmes
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cinema, que não é tapioca, não tem medo da chuva!
Quando as nuvens anunciaram que vinha uma “chuva amazônica”, bem que a organização tentou adiar a sessão de cineclube para as crianças programada para este domingo, dia 17 de julho, mas com um vocabulário bem 'paraensês', as crianças insistiram que queriam o cinema naquele dia, pois haviam se preparado a semana toda para aquele momento, diziam ela: “Mas eu não sou tapioca pra ter medo da chuva!”.
Era para ser uma sessão ao ar livre, bem no meio da rua, mas por precaução foi arrumado tudo de novo para, no caso de chover, poder proteger os equipamentos debaixo de uma coberta na casa do Cacau (Sérgio Ricardo do Rosário Gomes).
E não deu outra.... A danada da chuva nem esperou a equipe terminar de estender a panada que serviu de tela, e veio com tudo! Fez até uma laminha que obrigou suspender a caixa de som e coloca-la sobre tijolos.
Mas mesmo que o clima tenha provocado esses percalços, como poderíamos deixar de exibir filmes para crianças que declaravam nunca ter ido a um cinema? Elas chegavam com um largo sorriso, que só não era maior do que a expectativa que demonstravam em conhecer os filmes em tela grande.
Foi assim que ficou todo mundo juntinho, se protegendo da chuva com tabaldos ou pedaços de plásticos e, para se proteger do frio, se embrulhando em toalhas de banho cedidas por dona Marilena.
E foi uma sessão maravilhosa onde todo mundo comentava o que lhe chamava a atenção ali no mesmo momento que se passava a seqüência de cenas do filme, uma sessão que durou o exato tempo da chuva, e quando a chuva começou a dar trégua chegaram as mulheres da Irmandade dos Rosário com uma panela de mungunzá quentinho para o arremate final: o calor duma merendinha afetuosa alimentada pelos relatos empolgados dos filmes exibidos.
Era para ser uma sessão ao ar livre, bem no meio da rua, mas por precaução foi arrumado tudo de novo para, no caso de chover, poder proteger os equipamentos debaixo de uma coberta na casa do Cacau (Sérgio Ricardo do Rosário Gomes).
E não deu outra.... A danada da chuva nem esperou a equipe terminar de estender a panada que serviu de tela, e veio com tudo! Fez até uma laminha que obrigou suspender a caixa de som e coloca-la sobre tijolos.
Mas mesmo que o clima tenha provocado esses percalços, como poderíamos deixar de exibir filmes para crianças que declaravam nunca ter ido a um cinema? Elas chegavam com um largo sorriso, que só não era maior do que a expectativa que demonstravam em conhecer os filmes em tela grande.
Foi assim que ficou todo mundo juntinho, se protegendo da chuva com tabaldos ou pedaços de plásticos e, para se proteger do frio, se embrulhando em toalhas de banho cedidas por dona Marilena.
E foi uma sessão maravilhosa onde todo mundo comentava o que lhe chamava a atenção ali no mesmo momento que se passava a seqüência de cenas do filme, uma sessão que durou o exato tempo da chuva, e quando a chuva começou a dar trégua chegaram as mulheres da Irmandade dos Rosário com uma panela de mungunzá quentinho para o arremate final: o calor duma merendinha afetuosa alimentada pelos relatos empolgados dos filmes exibidos.
O cineclube é uma parceria da Irmandade dos Rosário com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia. Conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acervo, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que, além do apoio institucional, contribuem com o debate ao final da sessão.
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